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Mar Egeu
De entre todos os mitos relacionados com a origem desta formosa ilha, o preferido de Píndaro relata que quando Zeus derrotou os Gigantes e ficou mestre da Terra, decidiu reparti-la entre os Deuses do Monte Olimpo. Helio, o Deus-Sol, estando ausente, não recebeu nada, do que se queixou amargamente a Zeus, à sua volta. Este preparou-se para fazer uma nova repartição, mas Helios pediu que apenas o deixassem ficar com a terra que emergisse do oceano. Enquanto Helios falava, do oceano emergiu lentamente uma bela ilha, coberta de flores. O seu desejo foi satisfeito e, encantado, Helios não perdeu tempo em banhar a nova terra com os seus mais brilhantes raios e convertê-la na mais formosa do Mar Egeu.
Os primeiros habitantes míticos de Rodes, os Télkinos, dotados de poderes mágicos, forjaram o tridente de Poseidon e a espada em foice de Cronos. Também se diz que eles forjaram as primeiras estátuas em bronze dos deuses do Olimpo. Foram banidos de Rodes pelos Elides, filhos de Helio e da ninfa Rodes.
Os Fenícios sucederam aos Cários, uma tribo oriunda da Asia Menor, e introduziram a escrita na ilha. Cretenses, gregos Aqueos e outros povos sucederam-se até que os gregos Dóricos fizeram de Rodes um importante centro cultural e artístico. Entre 1000 e 600 AC, com os seus rápidos navios, desenvolveram uma intensa actividade comercial por todo o Mediterrâneo, em cujas costas fundaram um grande número de colónias.
No antigo porto, hoje chamado Mandraki, dois cervos contemplam o mar do cimo das colunas que marcam o lugar onde há mais de dois mil anos assentava os seus pés o Colosso, uma estátua de bronze de 32 metros de altura, do deus Helios.
A estátua, considerada uma das sete maravilhas do mundo, foi forjada em bronze por Cares de Lindos para proteger a entrada do porto. Foi derrubada em 226 AC por um terremoto mas um oráculo proibiu a sua reconstrução.
Oito séculos mais tarde um árabe vendeu os restos a um comerciante judeu, que precisou de 900 camelos para os transportar para a Síria.
Durante a sua longa história, a ilha esteve no centro de inumeráveis guerras e disputas. Aliada de Alexandre Magno, mais tarde dos Ptolomeus do Egipto, Rodes foi uma potência marítima e criou um dos mais antigos corpos de leis, a "Lei Marítima Internacional de Rodes", na qual está baseada a moderna legislação marítima internacional.
Rodes fez parte do Império Bizantino, foi ocupada pelos Cruzados e foi governada pelos Cavaleiros de S. João, que marcaram o seu carácter para sempre e que, vencidos por Suleimão o Magnífico, se retiraram para Malta onde passaram a ser conhecidos como os Cavaleiros de Malta.
A ocupação Turca durou até à ocupação italiana em 1912. A derrota do fascismo deixou a ilha sob administração Britânica até à sua integração na República Grega, em 1948.
Hoje em dia Rodes é o lugar ideal para umas férias de Sol, mar e praia. A capital, com o mesmo nome, situada no extremo norte da ilha e rodeada a Este e a Oeste pelo mar, é uma cidade cosmopolita e simultâneamente uma pitoresca e fascinante cidade medieval, onde se fundem as culturas que passaram pela ilha, marcando uma extraordinária diversidade arquitectónica e o carácter único das suas gentes.
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